ACM Neto não passou de 88 votos em Mucuri nas eleições de 2006
Neto do ex-governador Antônio Carlos Magalhães, espécie de “coronel” da política baiana durante várias décadas, o deputado federal ACM Neto, cujo nome completo é Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, que completará 31 anos em janeiro próximo, foi quase um ilustre desconhecido para o eleitorado de Mucuri no pleito de 2006, quando aqui recebeu minguados 88 votos.

A votação do deputado nem de longe foi influenciada pelo fato de ter sido, em 2002, o deputado federal mais votado da Bahia. Em Mucuri, ACM Neto ficou bem abaixo do federal majoritário, Luiz Carlos Bassuma (PT), que recebeu 2.919 votos, ou mesmo Fábio Souto (DEM), lembrado por 2.108 eleitores, e até mesmo João Leão, que obteve 1.815 votos.

Até a década de 80 do século passado, o ACM avô determinava aos prefeitos de boa parte da Bahia para quem eles deveriam pedir votos. Hoje, a realidade é diferente, e não se vê nenhum grupo político local empenhado na divulgação do nome de ACM Neto, o que aponta, certamente, outro desempenho fraco nas urnas nas eleições do próximo ano.

ACM Neto, também chamado de “Baixinho” entre os deputados federais, é formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, desde muito jovem militou na política. Acompanhou de perto campanhas do avô e do tio, Luis Eduardo Magalhães. Foi assessor da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, de 1999 a 2002, sendo, na época, acusado de utilização da máquina pública para fins eleitoreiros.

Em 2002 foi eleito deputado federal pela primeira vez pelo PFL, atual DEM. Assumiu o mandato de 2003 a 2006. Neste período, ficou em evidência na mídia por conta de sua participação na CPI dos Correios. Reelegeu-se deputado nas eleições de 2006, tomando posse no início de 2007.

Candidato à prefeitura de Salvador ano passado, não alcançou votação o suficiente nem mesmo para ir ao segundo turno.

No dia 17 de dezembro de 2006, em Salvador, ACM Neto foi atacado pelas costas pela pensionista Rita de Cássia Sampao Souza, com golpes de faca. Após isso, foi internado no Hospital da Bahia. Sua agressora foi presa, sendo indiciada por tentativa de homicídio qualificado. ACM Neto recuperou-se do atentado, recebendo alta hospitalar em quatro dias.

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